segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ir, vir e ficar..

Era semana de férias e também vestibular.  Mel estava em Brasília – DF. Numa casa de três andares, correndo pelas pistas de Hilux e tudo mais. Dias lindos, uma cidade maravilhosa. Perfeito. Na verdade, nem tanto.
Passara todos os longos dias ocupada, curtindo, conhecendo e apreciando a cidade, até tarde da noite. A distância era boa, fazia sentir-se mais confiante, corajosa. Porém, quando deitava para descansar, dormir um pouco, sentia falta de seus romances. Queria algo que não poderia ter, não mais. E ainda assim, continuava bem. Ali, seria o lugar ideal para passar bons e longos anos, tinha de tudo e da melhor qualidade, iria ser uma vida excelente. Mas a guria era tola demais, deixou-se levar pela saudade que era pouca, mas apertava seu coração. Na terceira noite, enquanto preparava-se para dormir, resolveu voltar ao lar. Quando o sol raiou, levantou-se, aprontou as malas e pegou um avião, rumo a São Paulo, ela estava voltando para casa.

Vôo de manhã não é muito agradável, entretanto, fora bom. Por volta de 12h30, descendo a serra, na beira da estrada, parou no Mc’Donalds para almoçar. Continuou o caminho de casa, dormiu no carro enquanto estava na rodovia, e, enfim, chegou. Quando chegara, não havia ninguém em casa. Bateu saudade, mas saudade de Brasília. Aguardou mais um bocado de tempo, e sua mãe chegou acompanhada de sua linda avó e Ana Júlia. Beijos. Abraços. Bem-vinda de volta ao lar. Todavia, não se sentia realmente em casa. Descansou, tomou um banho demorado, finalmente havia relaxado em tanto tempo.
Horas após, foi ao mercado comprar algo para lanchar e, no caminho de volta, encontrou alguns velhos amigos. Realmente velhos, pois ela conhecia um deles desde os seis anos, desde que mudou para Cubatão. Era Keyller e, estava acompanhado de Felipe (um primo que mora em Limeira – SP, e sempre passa as férias conosco) e Caio, um vizinho próximo. Embora morasse perto, fazia um bom tempo que não se viam. Abraços apertados em todos os amigos, e em especial, um feliz aniversário, pois Keyller havia completado a maioridade no dia anterior e ainda não tinham se falado. Um breve momento, e ela se fora. Voltou para casa para comer o que comprara e, também, para fazer alguns serviços de casa.
Aqui realmente era seu lugar. Aqui que quisera passar as comemorações de fim de ano. Aqui, bem aqui, ela vai ficar até completar o Ensino Médio.
Agora sim, Mel sentia-se em casa, sentia-se a vontade.

Um comentário:

  1. Narrando um terceira pessoa. uhauhauhaa

    Tem selinho pra ti no meu blog.
    Imenso beijo

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